Incumprimento de regras pelos alunos aumenta insegurança dos professores.

Estes são os resultados da segunda consulta que a FNE promoveu a propósito do regresso à atividade letiva presencial, desta vez dirigida aos docentes e não docentes envolvidos no trabalho com os alunos dos 2º e 3º ciclos do ensino básico.

Quase 40% dos docentes dos 2º e 3º ciclos do ensino básico afirmam que não se sentem a trabalhar em segurança com os alunos, e quase 50% afirma que os alunos não usam a máscara facial fora das salas de aula. De qualquer modo, 72% considera que a escola está a organizar todos os aspetos necessários para garantir que seja um local seguro.

Estes são alguns dos resultados da segunda consulta que a FNE promoveu a propósito do regresso à atividade letiva presencial, desta vez dirigida aos docentes envolvidos no trabalho com os alunos dos 2º e 3º ciclos do ensino básico.

Com base nos dados recolhidos, é possível registar como primeira conclusão o crescimento do sentimento de insegurança no trabalho com os alunos, já que na consulta feita aos Educadores de Infância e Professores de 1º ciclo, este sentimento se ficava nos 26,9% e agora, com os Docentes do 2º e 3º ciclos, sobe para 37,7%.

Nesta segunda consulta, 64,1% dos inquiridos respondeu que não há cumprimento das regras de segurança por parte dos alunos, o que representa um crescimento importante em relação à consulta anterior, em que esta resposta se ficava nos 37%.

Em relação ao incumprimento de regras, e na identificação dos comportamentos que são desrespeitados, o que fica registado com maior relevância é a questão do distanciamento (referido por 92.9%), e depois a falta de uso da máscara facial fora das salas de aula (49.9%) e a falta de higienização das mãos (40,4%).

Ainda dentro desta dimensão, sublinha-se que, quanto ao grau de confiança em relação às medidas de segurança adotadas na escola em que trabalham, os índices são idênticos em ambas as consultas (46,9% agora e 43,7% na consulta anterior).

Um segundo conjunto de conclusões diz respeito à apreciação do bem-estar emocional dos alunos com o regresso à atividade letiva presencial. Aqui, 50,9% afirma que a saúde mental e o bem-estar dos alunos melhoraram (eram 58% na consulta anterior), e 13,9% afirma que piorou (7,3% nos Educadores de Infância e Professores do 1º ciclo). Uma terceira questão prendia-se com o sentimento dos Docentes com o seu regresso à atividade letiva presencial. Para 54,6%, não registou alterações, mas 25,4% afirma que melhorou e 20% sente que o seu bem-estar piorou.

Numa quarta ordem de apreciação, procurou-se identificar as atuais 3 maiores preocupações dos professores em relação à sua atividade profissional: 59,4%) identificou a saúde mental e o bem-estar 52,5%) a saúde e segurança no trabalho E 48,6% o excesso de trabalho Estes valores são muito próximos dos verificados na primeira consulta aos docentes.

A quinta área de apreciação debruçava-se sobre a vacinação. 74% dos professores respondeu já ter sido vacinado ou já ter recebido marcação para o efeito, notando-se genericamente uma apreciação positiva em relação ao processo.

Deste modo, a FNE insiste na importância de se continuar um trabalho de informação que promova o cumprimento escrupuloso de todas as regras de proteção da saúde, e ainda a promoção sistemática de testes e rastreios.

A FNE entende ainda relevar a importância de uma intervenção reforçada da Escola Segura, para que as regras de segurança sejam cumpridas por todos, nomeadamente nos espaços exteriores às escolas.

A proteção da saúde de todos tem de continuar a constituir uma preocupação dominante, para que se possa continuar a trabalhar nas nossas escolas, sem ter de se repetir de novo o seu encerramento.

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